27 de mar de 2011

Clara Francesca: 1 semana

Momentos desta semana:
Clara Francesca e seu avatar


Tomou conta da MINHA poltrona!


Gosta de dormir assim, na beiradinha


Clara: "noxa, que bissu feiooooo..."


Benta: "se eu der um tapão na descololida será que a mamis vai me xingar?"


Clara: "otro bissu feio, mas faz bauio, mamis diz que isso é cacholo, cruiz, que bissu chato"


Benta, a audaz, dando mau exemplo e a implicância tá feita


Clara intrigada com a chuva


Clara "cundida" da Benta
 * Pra quem perguntar da Mel: na maior parte do tempo...dormindo...

26 de mar de 2011

Sou uma filha de Artêmis mesmo!

Embora eu seja mais da coleta e agricultura, definitivamente sou regida pelo arquétipo de Artêmis:

http://www.tarotpassages.com/goddesscomparisons2.htm


ARTÊMIS / DIANA
Ártemis (Lua): é a mulher atlética, que aprecia a vida ao ar livre e os animais. Ama a natureza e dedica-se á proteção do meio ambiente. Respeitada, sabe viver só e sente-se bem assim. Pode ser vingativa e cruel, se ultrapassarem o limite imposto por ela mesma no seus encontros
· irmã gêmea de Apolo, deus do Sol. Sua mãe, Leto, era uma divindade da natureza, filha de Titãs. Seu pai era Zeus, deus líder do Olimpo.
· Deusa do parto.
· Pedido ao pai: arco e flechas, uma quadrilha de cães de caça, ninfas para acompanhá-la, uma túnica curta para correr, montanhas e selvas como seus lugares especiais e a castidade eterna. Seu pai lhe concedeu tudo e mais o privilegio de fazer suas próprias escolhas.
· Deusa da caça e da Lua – personifica o espírito feminino independente. Podia objetivar qualquer alvo e sempre acerta-lo.
· Capacidade de concentração e direcionamento possibilitam-na atingir qualquer meta.
· Como deusa virgem, era imune de se apaixonar e representa um sentido de integridade, uma atitude de cuidar de si mesma. Esse arquétipo possibilita a mulher sentir-se completa sem um homem.
· Representa as qualidades do movimento feminista: empreendimentos e competência, independência dos homens e das suas opiniões, e preocupação pelos atormentados, pelas mulheres fracas e pelos jovens. Irmandade entre as mulheres.
· Afinidade com a selva e a natureza não doméstica, responsável pela identificação que algumas mulheres experimentam entre si mesmas e a natureza, quando saem com mochilas pelas montanhas, adormecem no luar, caminham numa praia deserta etc.

a) Trabalho: Empenha-se no trabalho que tem valor subjetivo para ela. È estimulada pela competição e não se amedronta com oposição. Os interesses perseguidos por ela não têm valor comercial e não conduzem a uma carreira. Algumas vezes, o interesse é tão pessoal ou fora do comum, tão absorvente quanto ao tempo, que a falta de sucesso no mundo ou a falta de relacionamentos são garantidos.

b) Homens: Fraternal.
· Como sua irmã, Apolo é andrógino. O casal Ártemis-Apolo é o modelo mais comum de relacionamentos da mulher-Artemis. Pode resultar num casamento assexuado, amigável. Algumas mulheres até casam com homossexuais e valorizam o companheirismo e a independência que cada parceiro permite ao outro.
· O 2º padrão comum é o de envolvimento com homens que as sustentam. Tal homem é uma pessoa com a qual ela se sente à vontade. Se for incompatível pode lembrar os conflitos pai-filha: o marido não aprova suas atitudes, é rebelde etc.
· O 3º tipo de homem atraído pela pureza de Ártemis, sua virgindade e identificação com a natureza primitiva, é o tipo Hipólito, um jovem atraente, que se dedicou a deusa Ártemis e ao celibato. Tais homens que parecem ser tão puros, ficam ofendidos pela sexualidade pura e simples. Eles podem estar na fase final da adolescência ou no começo da fase adulta e ser castos.

c) Filhos: Estar grávida ou amamentando não é motivo de realização para a mulher- Ártemis. Não sente atração para ser mãe, no entanto gosta de crianças. Quando mães, encorajam a independência, ensinam seus filhos a se defenderem sozinhos e pode ser cruel na defesa deles. Não olham para trás com saudades da época que eram bebes, olham para frente, quando seus filhos serão independentes.

Fonte do texto: http://www.rodademulheres.org.br/pdf/Ofemininoeseusarquetipos.pdf


http://www.tarotpassages.com/goddesscomparisons2.htm

Para as mulheres contemporâneas, o arquétipo de Ártemis traz três ensinamentos extremamente importantes.
O primeiro deles refere-se ao aspecto “virginal” da Deusa. Esta palavra nada tem a ver com castidade, pois ela significava “auto-suficiência” para os antigos, ou seja, a mulher pode sentir-se plena, segura e realizada por si mesma, sem buscar ou necessitar do auxílio ou amparo masculino.
O segundo ensinamento, decorrente do primeiro, é sobre a necessidade das mulheres saberem se proteger, em todos os níveis, de qualquer tipo de agressão ou intromissão. Assim como as “Mães Ursas, elas também devem defender suas “crias”, principalmente as meninas, orientando-as a evitarem as investidas dos “caçadores” e predadores da selva de concreto.
O terceiro aprendizado trazido por Ártemis pode ser resumido na expressão “voltar à terra”, ou seja, resgatar a conexão primordial com a Natureza – interior e exterior, e recuperar as energias perdidas no stress urbano.

24 de mar de 2011

Amo minha casa, amo minhas gatas, amo minha vida!


Momento de pura felicidade por existir!


Velhos e surrados discursos: crianças abandonadas ou animais?

Boa parte deste texto foi retirado de meus comentários no Facebook (FB) sobre a eterna e cansativa questão que as pessoas, incomodadas com o ativismo de quem ama animais, põem: por que não cuidar de crianças abandonadas?

Um dia ainda vou analisar alguns discursos sobre animais, um deles é esse que se repete ao infinito e é excludente: ou se ama e cuida de crianças ou se ama e cuida de animais. Por que sempre este contraponto? Ou um ou outro? Não seria mais produtivo cobrar o que é devido às crianças dos seus responsáveis? Quem abandona crianças? Por quê? São criminalizados? O que o planejamento familiar pode evitar? Quem ama e cuida animais já está se preocupando e indo atrás destas questões...
Outro ponto: é interessante notar que boa parte das pessoas que falam sobre adoção de crianças não são adotantes, em contrapartida a maioria (se não todos) que estão militando pela causa animal são adotantes: gente que faz!!!

Em tempo: quando puder, quero me debruçar sobre o outro lado, das "protetoras" que prestam desserviço à causa, mas isso fica para depois de concluir o doutorado (já está na pastinha: a escrever).

10 de mar de 2011

Um dos melhores textos sobre proteção animal que já li!

Proteção e eficiência, MARLENE NASCIMENTO

A eficiência de uma pessoa que trabalha na causa animal não deve ser medida pelo número de animais que esta pessoa possui ou que recolheu, cuidou, esterilizou e doou, mas sim pelo número de pessoas que ela conseguiu fazer com que tomasse esta atitude.
Muitas pessoas se julgam protetoras porque salvaram, doaram ou adotaram algumas dezenas de animais que estão em suas casas ou foram doadas. Essa atitude é válida e merece nossa consideração. São poucos os seres humanos que doam seu tempo e seu dinheiro para salvar uma vida. Menos ainda quando se trata de um animal em situação de rua, que é considerados por muitos como uma ameaça à saúde pública.
Por outro lado, ao nos sensibilizarmos com o sofrimento de um animal, devemos tomar o cuidado com a atitude de querer salvar todos os animais do mundo, criar uma culpa interna e perpetuar atitudes de tomar o lugar dos outros.

Exemplos práticos, simples e reais

 Toda vez que seus amigos encontram um problema com animais, o que é que eles fazem? Ligam rapidamente para você, relatam o caso e você sai correndo para ajudá-los.

 Toda a vez que algum amigo “precisa” se desfazer de um animal, você fica “doido(a)” procurando um novo dono para o mascote antes que ele o jogue na rua.

 Sempre que algum conhecido deixa sua cadela ter uma cria, você é a pessoa contatada para ajudar nas doações. E, muitas vezes, até paga a esterilização da cadela.

 Quando um animal adoece, de quem seus amigos lembram?

 Quando acontece uma tragédia com animais, qual a pessoa que todos vão lembrar de ligar para relatar, nos mínimos detalhes, o acontecido dizendo: "Lembrei de você!"

 Quantos animais são abandonados na porta de sua casa?
Parabéns! Você realmente é uma pessoa solidária, tem muitos amigos e, com certeza, cada vez mais você terá pessoas que vão lembrar de você.

E você?

E a sua vida, como esta? Sua conta bancaria, como anda? Como você dorme à noite com tantos telefonemas que começam com "lembrei de você!"?

Você não esta se sentido cada dia mais impotente frente ao grande número de acontecimentos tristes que você toma conhecimento?
Nós amamos os animais, mas o primeiro ato de amor é o não-prejuízo. Esteja atento(a), pois atitude justa é aquela que melhor se ajustar à situação precisa. O amor sem justiça corre o risco de ser apenas emotivo, não criando melhores condições de vida para todos os seres.
Se você esta “resolvendo” o problema de seus amigos, você  esta ajudando muito mais a eles do que aos animais. E ainda criando uma situação desgastante para você.
Ajudar não é fazer as coisas em lugar de outro, e sim permitir que estes se saiam bem sozinhos. Se não, criamos um ciclo vicioso de dependência.

Pense bem

Se você pode, seus amigos (ou as pessoas que te ligam) também podem!
Se você fizer por eles, esta tirando a oportunidade de eles mesmos fazerem o bem. Atos não-justos que aprecem à nossa frente são para nos ensinar, para nos levar a tomar uma atitude justa. E atitude justa não é chamar alguém para tirar o problema da sua frente, mas sim resolvê-lo.
Se você resolver os problemas se seus "amigos", você vai ter tantos “lembrei de você” que sua vida se tornará um caos. E um dia, não poderá ajudar todos os “amigos” que te procuram. E os animais continuarão sofrendo.
Antes de amar os animais, você tem que amar a si mesmo(a).

Compaixão, sabedoria, sofrimento e indignação

A compaixão sem sabedoria pode nos tornar apenas ativistas cheios de boa vontade, mas também sem discernimento e profundidade. Isso pode ser uma fonte inesgotável de sofrimento. A nossa atitude de fazer o bem no lugar de outros nos leva a um grande sofrimento tamanha é a quantidade de problemas que chegam até nós.
Sofrimento existe. Ele não depende de nós. O que depende de nós é a atitude de não cultivarmos este sentimento e esta dor de tal maneira que nos impeça de tomar atitudes coerentes. Há bastante sofrimento no mudo. É inútil acrescenta-lhe o nosso. Constatá-lo sem a possibilidade de transformá-lo não muda nada. O mesmo acontece com a indignação. Não adianta a indigna-se sem uma atitude para a mudança. Isso não passa de um movimento emocional estéril.
O amor, a compaixão, o sofrimento e a indignação são sentimentos que podem transformar o mundo para melhor se usados com sabedoria.

Vamos apresentar a situação de outra maneira

Em vez de escolher a vitimização e o desespero, vamos escolher a inteligência e a esperança.
Você não é culpado pelo sofrimento do mundo. Cada vez que um amigo ligar para você pedindo ajuda, aproveite a oportunidade de dizer para ele como fazer o bem. Isso faz bem!
Também fale a ele o quanto você é feliz podendo dormir tranqüilamente por saber que faz a sua parte e como é importante que ele também o faça.
Ensine-o a se sair bem sozinho e não faça o bem no lugar dele. Acredite, muitos vão agir e a satisfação por salvar uma vida é algo indescritível. É contagioso. E logo teremos um exército de pessoas agindo na causa animal.

Estimule a ação das pessoas boas

Corremos o risco de não agradar algumas pessoas, mas estas são do tipo que derramam uma lágrima e tranquilizam a consciência. São as que acham que o mundo não tem solução e não fazem nada para melhorar.
Não fique focado nelas. Leve sua atenção para as pessoas do bem. Você vai ser sentir mais feliz e otimista e vai ter discernimento para saber quando a sua ajuda é necessária.
Não se preocupe: 99% das pessoas são boas. O problema é que as pessoas boas estão ficando de braços cruzados. E esta na hora de serem estimuladas a agir.
Nada como um animal em sofrimento para mobilizar grandes grupos. A maioria fica só no passo da indignação e do sofrimento, mas sempre aparece alguém que toma uma atitude.
Tomar uma atitude não é ligar para amigos, para os órgãos públicos, para as protetoras, para o presidente da República.
Tomar uma atitude é fazer o que tem que ser feito, mesmo que tenha que gastar nosso tempo e  dinheiro.

Pense mais

O importante na causa animal é não perder o hábito de pensar. É não perder a esperança e focar nas coisas boas que estão acontecendo. Não estamos mais sós. Muitos foram tocados e estamos em pleno processo do despertar do coração.
A boa noticia é ninguém precisa esperar nem mais um instante para participar desta mudança, basta mudar a si mesmo e, depois, pensar em mudar o mundo.

7 de mar de 2011

Um ano atrás

...eu ia fazer umas comprinhas e achei um trocinho no chão.
Comemorei cada grama adquirida, cada pelinho que nascia, quando começou a ter papada, quando o corpinho se cobriu todo de pêlo, quando começou a correr e as pernas de trás corriam mais do que as da frente, quando parava que nem um suricati em pé. Confesso que não comemorei as artes, os copos quebrados no chão, as arranhações, mas agora sei que isso significou que ela estava bem, alerta, vivinha e sapeca! Gata arteira é gata com saúde...hehehe
Um ano que achei minha Benta e ela me abençoou com alegria, divertimento, aprendizado e uma nova porta aberta em meu coração.
Bentinha, muitos anos para nós juntas e, coincidentemente [sincronicidades], hoje soube que vais ter uma irmãzinha e que já está a caminho.
Já vejo vocês duas brincando...
tô ispelando minha mana...

5 de mar de 2011

Invasão de domicílio para resgate de animais

Do site: http://www.resgatedeanimais.com.br/index_arquivos/Page354.htm
...

Invasão de domicílio para resgate de animais, por Por Dra. Geuza Leitão
 
Quantas vezes já ficamos doídos ao ouvir o cão do vizinho uivando ou latindo, expressando solidão, dor, angústia e desespero? Estes maus tratos contra animais podem ser solucionados através da intervenção imediata da polícia, sem mandado judicial, tendo em vista que, o pedido de uma liminar para resgate do bicho é o remédio utilizado, mas a espera pelo deferimento da medida, poderia custar a vida do animal.
Por isso, o papel das polícias civil e militar é importantíssimo. Lamentável, todavia, é que prevaleça no entendimento desses órgãos, a orientação ultrapassada de que, sem o mandado judicial, torna-se impossível prestar socorro ao animal. Os casos de insensibilidade se multiplicam e a autoridade policial, ao ser acionada, não se envolve, apesar da Constituição Federal permitir o arrombamento da casa ou do local onde esteja detido o animal quando das hipóteses de prática de fragrante delito (Art. 5º, XI), que só poderá efetivamente ser averiguadas com a pronta e eficaz intervenção. Dispõe o Art. 225, § 1º, VII: "Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações" e que "Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público : VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade". O Art. 32 da Lei 9605/1998 prescreve: "Praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos; Pena – detenção de três meses a um ano, e multa. O Decreto Federal 24.645/1934 dispõe no Art. 3º: Consideram-se maus tratos: I - praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal; II – "manter animais em lugares antigiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar e luz".
Ora, para prestar socorro, o ingresso no domicílio é autorizado pela própria Constituição Federal. Para casos de proprietários que deixam seus animais (especialmente cães) expostos ao sol e chuva, em locais insalubres sobre seus próprios dejetos, onde não há luz suficiente e acorrentados provocando dor e angústia, é plausível invocar o dispositivo constitucional que prevê exceções ao princípio da inviolabilidade do lar , "salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro ..." (Art. 5º, XI CF).
O socorro a que se refere o dispositivo constitucional não pode se restringir ao homem, mas estendido também aos animais que se achem em estado de perigo de vida e sofrimento. Desse modo, conclui-se que, diante de tais casos de impossibilidade de comunicação com o proprietário do imóvel a tempo de poupar o animal do sofrimento e/ou da morte, deve ser cumprido o dispositivo constitucional, para abrir a porta da casa em que estiver o animal, adotando providências acautelatórias como: abrir a porta da casa com um chaveiro para depois fechá-la, fazê-lo na presença de três testemunhas, lavrar um termo no local retratando as condições em que se encontrava o animal, comunicar à circunscrição policial e levar o bicho a uma clínica veterinária, evitando-se assim, a configuração da violação de domicílio (Art. 150, CPB).
Dra. Geuza Leitão

Advogada e presidente da União Internacional Protetora dos Animais.