4 de mar de 2013

Ordem da Sacra Simplicidade

Tenho algumas estranhas atrações por algumas imagens. Uma delas é de monjas estudando...

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Eu, apesar da atração, especialmente pelo budismo Zen, não seria uma monja formal, ou seja, pertencente à alguma religião estabelecida. No geral, acho que as formalidades são demais para uma vida verdadeiramente interior. Nos dedicarmos à vida espiritual deveria ser algo íntimo e pessoal.

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Se eu tivesse que fundar uma ordem seria algo anárquico. Anárquico no sentido de governo e não de caos ou confusão (é bom esclarecer). O agrupamento seria mais para auxílio mútuo e não para viver obrigatoriamente em grupos, pois de todos os votos (cristãos, principalmente) a obediência é a mais paralisante. Sem "uniforme", mas também sem ostentação pelas roupas, uma calça simples e uma camiseta simples, nada que nos identificasse para o mundo exterior. Quem quisesse viveria em comunidades, quem quisesse viveria sozinho. Todos trabalhariam na medida de suas forças (idosos, doentes).

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O que nos uniria, como ideal, seria viver com simplicidade, com atenção, gentileza, hospitalidade, consciência e buscando o equilíbrio (caminho do meio) físico e mental. Nenhuma cerimônia ou ritual seriam exigidos, nossos rituais seriam nossas transformações interiores. Possuir o menos possível, o necessário para viver, compaixão por todos os seres sencientes e um sentido de sermos todos UM. Haveria tempo de clausura voluntária para meditar, estudar, ser. E tempo de ação no mundo. Cada um gerenciaria o seu tempo de isolamento e público. Cada um faria os seus votos. 

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Nosso ideal seria sermos o que se sonha para o ser humano, a extrema solidariedade, nos ajudarmos, ampararmos, trabalharmos nosso ser para que nossas fraquezas e defeitos de caráter fossem superados. Santo e perfeito ninguém é, mas viver com graciosidade e gentileza, para si e para os outros seres é, apesar da aparente facilidade, um trabalho árduo para uma vida.

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Não comeríamos carne, ética com outros seres humanos e não-humanos seria condição mínima para entrar na ordem. Bom é que tivéssemos alguns lugares para os mais idosos e para quem estivesse em período de clausura, no campo, embora vivêssemos tanto nas cidades quanto no espaço rural. Comunidades alternativas, ecovilas, condomínios ecológicos e coabitações (cohousing) seriam o nosso chão.

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Fico, cá com meus botões, pensando se já não existimos, apenas não sabendo que temos tanto em comum...

3 comentários:

  1. Antes de ler a frase final, estava elaborando mentalmente meu comentário.
    Agora apenas direi se aceitares, estamos juntas!
    Beijinho,
    Beth

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  2. Bem vinda ao mosteiro que é o mundo, irmã Beth da Sacra Simplicidade!

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  3. um p.s. ao texto: sacra porque estava meditando, estes dias, que o sagrado perdeu espaço. Se realmente considerássemos a vida como sagrada, as pessoas como sagradas, todos os seres e a terra como sagrados, não estaríamos nesse abismo de civilização no qual estamos.

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É muito bom ler outras pessoas participando aqui mas, por favor, eu também quero comentar: retirem a verificação de palavras do blogue de vocês!
Obrigada!