24 de jun de 2013

Amigos são bem vindos...e é isso!

"Quando o Boddhisattva vê claramente o vazio dos agregados, livra-se de todo o sofrimento, ele ainda sabe como é a dor do outro. Assim como você, que vê uma pessoa tendo um pesadelo. Ele sofre, geme, sua, você vai lá, sacode o ombro, acorda, ele leva um susto, acorda de um sonho. Ele livrou-se de um sofrimento. Mas aquele sofrimento era real. O sofrimento mesmo imaginário, é real. Os sofrimentos de todos os seres do mundo são reais embora todos eles sejam sonhos. E não adianta dizer que vai passar. Tem que trazer a pessoa para a realidade, para que ela possa acordar do sonho, que é a única solução definitiva. 
Por isso às vezes o que a gente diz é muito duro. Há que trazer a pessoa para a racionalidade, mas às vezes não há como retirar o sofrimento. O sofrimento vai continuar lá porque o sofrimento é emoção e não é racionalidade."


Acho que a minha felicidade causa estranhamento nos outros. Não é aquela coisa espalhafatosa, de voz alta, de gargalhadas, de exibição. É um ser feliz "na minha", quentinho, mas não em fogaréu, simples, satisfeito com minhas coisinhas e minha vida. Não é um estado constante de sorrisos, é altos e baixos, é entusiasmo e desânimo se alternando, assim como os dias e as noites se alternam sem comprometer a vida. Mais espanto causo que não procuro muito do que a maioria procura, não me sinto só, não acho que ninguém complete ninguém ou seja o divino portador da realização a não ser eu mesma. Se é para me julgar, competir, criticar, tentar consertar, me colocar em caixinhas, rotular, me tornar "normal", esperar um comportamento pasteurizado e coisas do tipo, melhor nem chegar. A liberdade que usufruo tem consequências e eu, de boa vontade, arco com elas. Podem me apontar na rua e nos corredores, cochicharem como se eu não soubesse, me tratarem como a estranha e esquizóide que eu, sinceramente, já passei, e muito, da fase de ligar para isto. Conquistei um dos maiores bens que se pode ter na Terra: tenho paz dentro de casa. O que muitos dariam quase a vida para conseguir, em geral não me causa nem coceira. Então, amigos são bem vindos, mas não queiram me encaixar nas engrenagens, aí é que eu vou espernear. E quem quiser partilhar da minha caminhada que saiba que não quero heróis, salvadores ou príncipes encantados, muito menos patrões. Se é para criticar minha inabilidade matemática, minha convivência com as gatas, o jeito que eu me visto, meu corpo, minha rotina, o que eu como ou deixo de comer, meu amor aos animais, minha busca espiritual e outras coisas mais, fique na sua, não sou eu a tua parceira. Se acreditas em joguinhos, em velhas e desgastadas fórmulas de convivência, nem se aprochegue! Não fui feita para ser cabresteada, não estou pela metade, não estou estragada, amargurada ou infeliz, bem pelo contrário. 


Parceiros, lado a lado, são bem vindos, mas quem vem com espírito de conquista é melhor apostar em outra pessoa. Compartilhar vida é ótimo, mas as frases feitas de "é impossível ser feliz sozinho" (referindo-se somente a relacionamentos românticos) são bestas e as pessoas reproduzem boca afora como se fossem máquinas e acéfalos. Tem tanta gente no mundo e tantas possibilidades de relacionamento possíveis!
Vamos ser felizes, gente, esta vida é uma, igual não vai ter, vamos nos encarnar, tomar posse de nós mesmos e não vivermos pelos outros, mas COM os outros!
Falei e disse *hehehe*

3 comentários:

  1. Amiga querida, não adianta, és o anjo que apareceu por aqui.
    Impossível não dizer isso quando percebo que até a "inabilidade em matemática" comungamos.
    Obrigada por escreveres o que eu tanto gostaria já ter escrito e dito.
    Que a semana traga luz para todos. Sabes que a minha será chata, mexer com papeis pouco me agrada...
    Beijinho,
    Beth

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    1. Também não sou dos papéis burocráticos, mas...tem coisas que a gente tem que inflar o peito e ir que nem uma patrola pra conseguir se desvencilhar, né?

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  2. Eu sou como a frase do Renato Russo, adoro sofrer! Eu tento ser uma pessoa mais animada, tento encontrar felicidades nas pequenas coisas mas nem sempre consigo. Acho que desde que comecei meu blog fiquei mais leve e mais feliz porque encontrei pessoas "iguais" a mim ou me identifiquei com muitas pessoas me aceitando melhor. Adorei tudo que você escreveu
    Beijos
    Laís

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É muito bom ler outras pessoas participando aqui mas, por favor, eu também quero comentar: retirem a verificação de palavras do blogue de vocês!
Obrigada!