19 de jun de 2011

Nuvens e pareidolia: reflexões de um domingo ventoso e modorrento

Dia excelente, em SM, para observadores de nuvens (http://cloudappreciationsociety.org/) como eu: nublado e cheio de vento, o que faz com que as nuvens mudem de forma e fiquem magníficas.

Minha grande decepção é quando me confesso uma admiradora de nuvens e as pessoas dizem: ah, eu adoro também, fico imaginando um cachorro, a cara de alguém, etc.
Eu não procuro nada disso. Para mim NUVENS SÃO NUVENS e belíssimas por serem o que são.
[gente estranha, deste planeta!]

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Na verdade cheguei a esta postagem pensando sobre a palavra que aprendi hoje: pareidolia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Pareidolia]. Conhecia o conceito, mas não como se chamava esta tendência humana a ver imagens conhecidas (principalmente rostos) e sons em coisas e barulhos sem forma ou sentido.
Teretetê e tem um vendo Jesus, Maria, o Papa, etc., em torradas, pedras, muros, e por aí vai.
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Falando nisso:

Exorcismo Zen
Uma jovem e bela esposa caiu doente e finalmente chegou às portas da morte. "Eu te amo tanto," ela disse ao seu marido, "Eu não quero deixar-te. Prometas que não me trocarás por nenhuma outra mulher! Se tu não o fizeres, eu retornarei como um fantasma e te causarei aborrecimentos sem fim!"
Logo após, a esposa morreu. O marido procurou respeitar seu último desejo pelos primeiros três meses, mas então ele encontrou outra mulher e se apaixonou. Eles tornaram-se noivos e logo se casariam.
Imediatamente após o noivado um fantasma aparecia todas as noites ao homem, acusando-o por não ter mantido sua promessa. O fantasma era esperto, também. Ela lhe dizia tudo o que acontecia e era falado entre ele e sua noiva, mesmo as mais íntimas experiências. Sempre que dava à sua noiva um presente, o fantasma o descrevia em detalhes. Ela até mesmo repetia suas conversas, e isso aborrecia tanto o homem que ele não era capaz de dormir.
Alguém o aconselhou a expor seu problema a um mestre Zen que vivia próximo à vila. Enfim, em desespero, o pobre homem foi buscar sua ajuda.
"Então sua ex-esposa tornou-se um fantasma e sabe tudo o que você faz," comentou o mestre, meio divertido. "O que quer que você faça ou diga, o que quer que você dê à sua amada, ela sabe. Ela deve ser um fantasma muito sábio... Realmente você deveria admirar tal fantasma! A próxima vez que ela aparecer, barganhe com ela. Diga a ela exatamente o que direi a você..."
Naquela noite o homem encontrou o fantasma e disse o que o mestre havia instruído:
"Você sabe tanto de mim que eu nada posso esconder-lhe! Se você me responder apenas uma questão, eu lhe prometo desfazer meu noivado e permanecer solteiro."
"Na verdade, eu sei que você foi ver um mestre Zen hoje! Diga-me sua questão." Disse o fantasma.
O homem levantou sua mão direita fechada e perguntou:
"Já que sabes tanto, diga-me apenas quantos feijões eu tenho nesta mão..."
Neste exato momento não havia mais nenhum fantasma para responder a questão.

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