3 de mar de 2012

Crônicas da Mel: Porto Alegre

Retomando as crônicas da Mel, contando um pouco da história desta minha companheirinha, segue um resumo dos tempos de Porto Alegre.
A Mel nunca foi uma gata arteira. E, como eu ainda não tinha consciência de que gato seguro é gato dentro de casa, ela tinha passe livre de ir e vir. Quase todas as noites saía e voltava de madrugada, entrava pela janela (tinha grades e eu deixava sempre com uma banda do vidro aberto para ela) e eu escutava ela ir direto para o pratinho de comida *roic, roic, roic*
Daquela época eu não tenho muitas fotos digitais, era o tempo da câmera com filme e tenho que escanear para ter em formato eletrônico.


Rara foto daqueles tempos, na janela da casa

A maior proeza da Mel, além do seu desaparecimento logo que foi adotada, foi o quase afogamento. Era início de verão e eu de vestidinho, dentro de casa, no sábado. Minha casa era de fundos e murava com os vizinhos que tinham uma piscina de pobre, suja, cheia de limo, um nojo! A Mel costumava passear pelos muros e, de vez em quando, fazia incursões pelo pátio do vizinho [olha o perigo!].
Estou eu dentro de casa, quando escuto aquele miado longo, lá do fundo da garganta e nem pensei, foi meio instintivo, corri para o fundo da casa (um corredor de uns 30 cm) e vi! Vi a Mel naquela piscina coberta com limo verde e os dois cachorros da vizinha olhando com uma cara de curiosidade, nem latiam, estavam pasmados de ter um gato na piscina. A Mel batia as patas e eu já montei no muro, de vestidinho e tudo, me lanhei toda, mas ia lá! Quando estou com uma perna no meu terreno e uma perna no terreno da vizinha a Mel consegue alcançar a escada e sobe na beira da piscina. Fica lá, meio em estado de choque e os dois cachorros, ainda pasmados, só cheiram o limo que ficou em cima dela. Busquei a coitada, toda verde e imediatamente lavei e enrolei numa toalha. Ela meio paradona, era estado de choque mesmo. Tadinha, ficou uma meia hora assim!
Não sei se a saúde dela, meio cambaleante hoje em dia, é resultado desta vida meio vagabunda que ela levava.
Em todo caso, se salvou e deve ter um caderninho riscando as vidas porque, mesmo não sendo arteira, passou por cada uma!
Antes e depois disso, ela levou uma vida bem calma e rotineira em Porto Alegre pontuada com minhas viagens a trabalho em que ela, com seus sentidos aguçados, já sabia quando eu ia viajar e se mudava para a casa de minha irmã (no mesmo terreno) e quando eu chegava já descia as escadas e me acompanhava para entrar comigo e a mala. Super companheira! Depois, a única coisa que abalou nosso dia-a-dia foi a minha mudança para Florianópolis, mas isto é para o próximo capítulo de Crônicas da Mel.

11 comentários:

  1. Cris, embora não seja aficionada por gatos admiro o carinho de quem os cria. Vou aproveitar a deixa e postar no meu blog a história da minha irmã e de seu gato.Acho que vocês duas iam se dar muito bem. Vai lá e confere.

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  2. Legal Cris, o passado da Mel lembrou-me de um semelhante com minha Apito, caiu na piscina da casa vizinha (bem limpinha)saiu e veio chorar na porta de casa, foi muito engraçado, toda molhada o porte dela que já era pequeno, ficou minúsculo!
    Estou curiosa pelas outras crônicas.
    Bjs

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    1. Pelo menos a piscina tava limpainha, essa da mh vizinha, só de olhar já dava angina hehehe

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  3. Quanta aventura e que susto essa da piscina. Mel perdeu com certeza uma das vidinhas aí.
    Vou aguardar ansiosa as novas crônicas da Mel.
    beijos

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    1. Fora uma vidinha riscada que eu nem vi, mh irmã me contou bEEEm depois: qdo a Mel caiu de cima do teto da garagem. Até aí são duas, se contar que ela conseguiu ser esgatada, três, mais a história de Floripa (aguardem próximos capítulos), quatro...*fundo musical: aquele reloginho do seriado 24 horas*

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  4. Ô Melzinha! Cheia de histórias para contar né?

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    1. Tenho que achar as fotos dela com um lagarto pra contar o estágio dela em Floripa, tomara ainda tenha as fotos...

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  5. O problema é que alguns anos atrás ninguém tinha consciência de que os gatos deveriam ficar apenas dentro de casa, aliás, nem os veterinários falavam em castração! A Rutha com seus 15 anos teve uma vida muito livre até os 10 anos de idade, tinha liberdade de passar a noite fora e até trazia amiguinhos pra casa! Uma vez encontramos um gato embaixo da nossa cama de madrugada! Os meus 3 gatos podiam sair de casa, mas era uma servidão bem pequena, com apenas 3 acasas com terrenos grandes e eles frequentavam os outros quintais, brigavam com os gatos dos vizinhos e até com cachorros. Quando nos mudamos para esta casa não dava mais pra sair por causa do movimento da rua e o Martim ficou deprimido, teve que tomar fluoxetina por um tempo. Demorou mas todos entenderam que teria que ser assim. Agora a Rutha e a Pink vivem bem dentro de casa, mas a Rutha praticamente mora no quintal e só entra para comer. De noite tenho que caçá-la e trancá-la dentro de casa.
    A Mel teve uma vida agitada e agora só quer paz e sossego!
    Beijos
    Laís

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    1. Espera até eu ir contando o resto da saga...

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  6. Eu até tinha comentado nesse post! Depois que eu vi vídeos no facebook de gatinhos nadando acho que não é tão difícil assim! O problema é que a Luna é pesada, quase 22 kg e detesta água. Eu nem sei o que faria no seu lugar, acho que não conseguiria pular o muro e enfrentar os cachorros mas muitas vezes achamos que não somos capazes e no momento necessário nem pensamos se é possível ou não, simplesmente fazemos! Eu já subi com uma escada no telhado para resgatar o Martim e tenho pavor de altura (e sangue)!!!! Naquele momento não senti medo nenhum!
    A Rutha era uma libertária, tudo que ela queria era viver ao ar livre, fosse dia ou noite!

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Obrigada!