19 de abr de 2012

Eu e Benta, Benta e eu

Já disse mil vezes que adoro animações, né?
Hoje assisti a esta e que tinha passado em branco em uma lista da qual participo. Me lembrou muito minha história com a Benta.
Benta surgiu em um momento muito difícil de minha vida. Um momento de estar de frente para uma muralha, sem ver saídas, sem recursos, sem ter com quem ou com o que contar e, principalmente, um momento de esgotamento (físico, emocional, profissional...). Ela chegou sem querer e eu sem querer ficar com ela. Eu estava "fazendo um favor" a ela, salvando a sua vidinha. Para piorar, minha pouca paciência, na época, esbarrou nas exigências de uma bebê gata, faminta, desnutrida e desidratada = madrugadas levantando pra atender o "cocozinho". Desafiou todo o meu treinamento zen, me fez perder a paciência para, logo em seguida, cobrir a cabecinha dela de lágrimas e pedidos  de perdão. Me fez ver que são os atos que nos fazem, a gente sabe disto, teoricamente, mas são estas lições "de campo" da vida que realmente nos ensinam. Me fez perceber que ela era só um bebezinho, como tantos outros humanos e não-humanos e que agem como bebês, como crianças, como deve ser e que a mudança deve ser nossa de entender estas fases. E, o que eu não esperava, me fez gostar demais daquele mulambo em forma de gata a ponto de eu comemorar quando o candidato a adotante olhou, olhou e comentou: Ela é estranha, né? Vou pensar...Claro, depois disso, nem que ele quisesse. O bom foi que me fez decidir ficar com ela, apesar dos poucos, quase inexistentes cobres na época. Exagerando: nem que eu virasse puxadora de carrinho-de-rua eu iria me separar da Mel e, depois, da Benta, porque somos uma unidade (a unidade ficou maior com a Clara Francesca). Como pode a aprendiz dispensar suas mestras? Porque, assim como na animação, somos mestres uns dos outros e não importa qual a espécie, podemos aprender entre nós,  basta sairmos de nossos lugares, sairmos da inércia, do já estabelecido, nos arrependermos quando tomamos o caminho nocivo e AGIRMOS. Palavras são maravilhosas, eu trabalho com elas, mas não são tudo e não bastam. A ação basta em si mesma.




Da comadre Marília que, por sua vez, retirou do blogue da Cora Ronai.

5 comentários:

  1. Linda animação, bem delicada. Nossos animais nos fazem tão bem que as vezes podemos demorar a perceber o quanto.
    Não consigo imaginar minha vida sem meus peludos, sem olhar para eles dormindo ou brincando, somos uma familia assim como vc é com a Clara, Mel e Benta.
    beijos

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  2. Compartilhei no meu face, é emocionante demais a animação.
    Teu texto também é maravilhoso, mas muitas pessoas têm preguiça em ler. Mas a animação tenho esperança que alguns "que precisam ver" assistam.
    Obrigada por compartilhar.
    Beijo,
    Beth

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  3. As atitudes dos animais sensibilizam, não é? Lindo!

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  4. Esta animação é fantástica! Acho que tem tenta conviver com um animal desconhecido pela primeira vez tem essa sensação de incômodo e de estranheza, eu tenho gatos desde pequena e quando nos mudamos para uma casa em Joinville meu marido quis um cachorro que me deu muito trabalho, era uma bagunceira insuportável mas eu me dediquei e até ficamos muito amigas, depois quando o Barum chegou eu já estava mais experiente e mesmo assim ele era muito pior do que eu esperava...
    Ontem foi o Dia do Amigo aqui no Brasil, o dia 20 de julho é o Dia Internacional da Amizade, segundo a Wikipédia, nós fazemos questão de comemorar todas as datas sobre amizade!!!
    Beijos
    Laís

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É muito bom ler outras pessoas participando aqui mas, por favor, eu também quero comentar: retirem a verificação de palavras do blogue de vocês!
Obrigada!