14 de mai de 2012

ET

Talvez eu tenha uma destas síndromes em que a pessoa tem um cérebro que percebe o mundo e os seres de um modo não convencional, sei lá, sempre fui assim, sempre me achei diferente e os outros me acham estranha...
O mais estranho é que gosto de ser assim, só sinto falta de meus pares. Digo brincando e falando sério que: "lá no meu planeta é diferente".

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Lá no meu planeta:
  • existem dois tipos de crime, contra a vida e contra as coisas. Não, o meu planeta não é o paraíso, mas é justo. Os crimes contra a vida são tratados duramente e, para nós, vida não é só humana. Maltratar, matar, colocar em risco a vida de humanos (ou o que quer que sejamos), animais ou a Natureza, en geral, é grave, não tem como escapar. Crime contra coisas é o roubar, vandalismo, etc;
  • o negócio é não fazer mal aos outros, o resto tá valendo. Quer se vestir de melancia e lantejoulas? Não tá fazendo mal a ninguém? Tá valendo, ninguém liga. Quer ter uma vida alternativa em um cafofo no alto do morro? Não tá fazendo mal a ninguém? Tá valendo. Quer praticar corrida pra trás com um abrigo laranja com listras cor-de-rosa? Não tá fazendo mal a ninguém? Tá valendo. Quer ser assexual? Não tá fazendo mal a ninguém? Tá valendo. Quer ter mil relações abertas? Tá todo mundo sabendo e ninguém é enganado? Tá valendo...e assim por diante;
  • ninguém tá muito interessado na vida dos outros porque acha que resolver a sua própria vida já dá um bom trabalho;
  • cada um vive a sua fé, ou não fé, sem encher o saco dos outros, sem fazer proselitismo. Mais do que ser teísta, ateísta ou agnóstico, o negócio é viver da melhor maneira possível, pois a gente VIVE e não fica dando discursos;
  • as crianças são filhas de todos, são filhas da espécie e são preciosíssimas. Qualquer criança é de responsabilidade de todos e nenhum idiota (como aqui) prejudica os filhos biológicos e pode dizer: são MEEEUS filhos e eu faço o que quero!
  • nenhuma coisa é mais importante do que a vida. É estranhíssimo, para mim, o valor que se dá na Terra aos diamantes, ouro, etc. Brilho por brilho tem muitas substâncias que o fazem e se é pela raridade, mais raro é um ser que nunca se repete!
Os seres humanos são estranhos, muito estranhos...

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Tem muitas coisas que "lá no meu planeta" são diferentes e por isso me sinto tão inadaptada aqui. Parece que fui condenada a viver neste planeta insano.
Estou completamente alienígena hoje. Hoje? Não, desde que algum ser, encarregado dos nascimentos, trocou meu cadastro e vim descambar neste belo planeta, com esta espécie esquizóide e neurótica que de humana só tem o nome.
Pelo menos, quando eu era pequena eu sonhava que uma nave vinha me buscar...

2 comentários:

  1. É tem dias que só quero falar aquela frase:
    Parem o mundo que eu quero descer!
    Esta tudo muito caótico e os valores enlouquecidos.
    Se vierem te buscar guarda um lugar pra mim?
    beijos

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  2. Eu também! Até que eu gosto deste planeta mas desde pequena eu me acho diferente de todo mundo, as pessoas nem sempre me acham estranha, até me acham normal mas eu não me encaixo em nenhum lugar além da minha casa e família. O que eu mais gosto do meu blog é que encontrei pessoas parecidas comigo. Tinha um blog que eu adorava, da Rô, e o lema dela era: "No meu planeta eu sou normal"
    Infelizmente as pessoas que vivem neste mundo andam cruéis demais!
    Beijos
    Laís

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É muito bom ler outras pessoas participando aqui mas, por favor, eu também quero comentar: retirem a verificação de palavras do blogue de vocês!
Obrigada!