12 de fev de 2014

Limbo

Amanhã fazem duas semanas que entrei com o pedido para a ajuda de custo para a mudança para Pelotas. Me disseram que, em média, era este o tempo que demorava. 

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Meu gás acabou faz mais de uma semana e não pedi novo botijão porque a transportadora disse que não leva botijão com gás no caminhão. Por um lado, dei sorte porque poderia faltar muito para o gás acabar e aí eu não saberia bem o que fazer. Por outro lado estou experimentando, na marra, uma dieta quase crudívora, com frutas e saladas. O calor ajuda a não querer muitas coisas cozidas, mas tem uma hora que ter uma água quente para um chimarrão ou, raramente, café, até que é bom. Crudivorismo na obriga, tomara que eu emagreça um pouco nessa onda.

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Estou semi-encaixotada, semi-empacotada. A maior parte das coisas está pronta para ser carregada na mudança, mas tenho que deixar outras, de uso diário e imediato, sem guardar.
Estou no limbo, entre dois mundos, na sala de espera, em cima do muro (não por indecisão, mas por posição mesmo), no purgatório, enfim...nem aqui, nem lá.
Me acho uma pessoa decidida, então esta indecisão dos outros (ou marasmo, ou pouca vontade ou incompetência mesmo) são um desafio para o meu zen.
Outra coisa boa é que estou fazendo MAIS uma simplificação na minha vida. Um de meus objetivos é viver com pouco, carregar pouca tralha. Fiz uma limpa gigante nos livros. Um dia, eu sonhava em ter aquelas bibliotecas enormes, uma estante de fora a fora na parede, sabe? Com a maturidade, a evolução, vi o quanto isto é, de uma certa forma egoísta de minha parte...e inútil! Ter um livro adormecido, escondido e só poucas vezes (ou uma só) lido na prateleira não acrescenta em nada, junta poeira e ácaros, além de ser o mais pesado em mudanças. 

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Separei os livros em: 
  • já li e não pretendo ler mais ou nunca li e não vou ler: estes foram para a pilha de doação;
  • já li e vou ler de novo ou não li e pretendo ler: estes ficam, em estágio probatório, até que eu os leia ou decida que não vou ler mesmo. Seguem viagem comigo até Pelotas.
  • quero ler vezes e vezes, atualmente me inspiram ou preciso como estudo para minhas pesquisas ou trabalho: estes, além de irem comigo, ficam certo na estante para eu ter acesso fácil. Não são muitos e, se eu pudesse, ficaria somente com eles.
O legal de doar livros é saber que podem servir a outras pessoas, é uma forma de auxílio que não é dinheiro propriamente dito e os livros estarão lá quando eu precisar. Tínhamos que ter mais bibliotecas públicas e menos particulares. Deveríamos ter mais o hábito da leitura. De agora em diante, os livros de uma leitura só vou fazer isto, ler e doar.
O grosso da papelada só vou conseguir arrumar quando estiver na casa nova. Sabe quando a gente abre uma caixa cheia de papeis e vê uma grande tarefa? Pois é, minhas caixas de papeis estão assim, quando abrir é meio caixa de Pandora, sabe-se lá o que pode sair de lá *hehehe*
Aprendendo paciência...

2 comentários:

  1. Tem que ter muita paciência para esperar dinheiro chegar!! Eu doei muitos livros ultimamente mas no fim de semana fomos assistir "A Menina que roubava livros" e o marido se interessou...ainda não disse pra ele que não tenho mais o livro...
    Tomara que dê tudo certo e a sua mudança seja muito tranquila!
    Beijos
    Laís

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  2. While back, I got rid of bunch of books I had. I keep the ones I like and that I might read again.
    It's good to be light :-)

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É muito bom ler outras pessoas participando aqui mas, por favor, eu também quero comentar: retirem a verificação de palavras do blogue de vocês!
Obrigada!