20 de abr. de 2020

Mel se reintegrou ao ronronar da eternidade...

Grande parceira e mestra de minha vida foi para o plano espiritual

Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade!

Gatos não morrem de fato:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato!

Gatos não morrem:
sua fictícia morte não passa de...
uma forma mais refinada de preguiça.

Gatos não morrem:
rumam a um nível mais alto que eles,
de galho a galho, sobem numa árvore invisível.

Gatos não morrem:
mais preciso, se somem, é dizer que foram rasgar sofás no paraíso.

E dormirão lá,
depois do ônus de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos...

(Nelson Ascher, in 'Parte Alguma')


Mel foi beber da fonte eterna da vida

4 comentários:

  1. Lindo poema. Pena, fica a saudade da tua parceirinha! Triste! bjs, chica

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    1. Obrigada, Chica! O que me consola é que ela já não tinha mais qualidade de vida. Se libertou, depois de uma vida plena.

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  2. Oh Cris, I am so sorry for the loss of your sweet Mel. I love the poem. She sure has climbed the very tall, invisible tree. She can do any mischief in the paradise and have a long beautiful sleep. Sending warm thoughts and hugs to you.

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    1. Thank you, Tamago-san! I think that her life was not so good lately, and now at least, she has no pain and is free.

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