13 de dez de 2012

Viver sozinho: uma das melhores postagens que já achei

Existe um preconceito social, uma norma, uma imposição de ser acasalada para ser feliz. Eu, pessoalmente, amo minha vida sozinha e acho que o melhor tipo de relacionamento amoroso (em termos românticos) é cada um na sua casa, se visitam, passam um tempo juntos, mas não aquela coisa de 24h SEMPRE! Minha família são meus amigos e fui brindada com grandes amigos, talvez por investir neste tipo de amor (ou por ser aquariana hohohoho). Sou cada vez mais feliz e me sinto realizada com meu estilo de vida. Penso que cada um deve achar a melhor maneira de viver, sem ficar neurótico com as cobranças sociais, porque elas vem de qualquer maneira. Uma amiga minha estava solteira, daí a cobrança de ter alguém; ela começou a namorar e começou a cobrança de quando iria casar; casou e em seguida a cobrança por filhos e assim vai, ninguém escapa. A minha resposta a todas as imposições: sou feliz assim, nunca fui tão feliz na minha vida!
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Por Rita Donato, especial para o Yahoo! Brasil

Imagine como seria uma vida sem um parceiro para dividir as alegrias e tristezas do dia a dia. A simples ideia da solidão pode parecer desesperadora para algumas pessoas ou, como uma fórmula matemática, significar a solução dos problemas e o combustível para a felicidade. A fonte do bem estar pessoal e profissional depende exclusivamente de você. 

“As alternativas para ser feliz são incontáveis. Felicidade não está ligada a um relacionamento amoroso”, garante Lourdes Sanches de Oliveira. Aos 77 anos, a Lourdinha, como prefere ser chamada, vive a plenitude de sua felicidade simplesmente sozinha. “Sou apaixonada por viver só, mas não sou solitária, sou independente. Eu mesma sou responsável por meus momentos felizes, mais ninguém.” 

A liberdade, conquistada por Lourdinha há 22 anos, a ajudou a compreender que é possível ser feliz sem um companheiro. Ela foi casada durante 23 anos, viveu experiências negativas ao lado do esposo – que era alcoólatra –, mas assegura que não foi o “trauma” que motivou sua opção por viver sozinha, mas a possibilidade de ser dona de si. 

Fugir das regras impostas pela sociedade, que condiciona a felicidade das mulheres à relação conjugal bem sucedida, foi a maneira que a aposentada encontrou para testar sua maturidade emocional. “Descobri-me livre (após a morte do marido). Aprendi que ser feliz é viver a minha própria vida fazendo o que eu quero, na hora que eu quero, sem cobranças.” 

Por opção, ela não mantém relacionamentos amorosos, prefere focar as energias na descoberta de novas amizades. “Vivi com um companheiro apenas durante um terço da minha vida, mas sou mais feliz sem marido. Não sou só, tenho amigos.” 

Desde que o único filho se casou, ela passou a frequentar grupos de terceira idade e se relacionar com pessoas que compartilham histórias de vida parecidas. “São grandes amizades. Frequentamos bailes, cafés, realizamos jantares e muitos passeios. Vou aos encontros que eu quero. Se não quiser, não vou. Ninguém me diz o que devo fazer. O que mais eu preciso? Não há nada melhor.” 

Lourdinha escolheu como aproveitar a vida. É alegre, sorridente, positiva e segura. “Não tenho medo de ser feliz e procuro viver bem porque o tempo é curto e não sei quando a vida vai acabar.”

ESTAR SÓ NÃO SIGNIFICA SOLIDÃO
Nada de anormal no comportamento de Lourdinha, que apesar da idade, se recusa a morar com familiares e prefere fazer as tarefas domésticas e a própria comida. O psicólogo Ailton Amélio, especializado em terapia de casais, a classifica como uma pessoa bem resolvida, perfeitamente possível de ser feliz, pois se relaciona e faz tudo o que gosta. 

O professor de psicologia da USP (Universidade de São Paulo) e autor de três livros sobre relacionamentos, explica que muitas pessoas não sentem solidão quando estão só. “Tem gente que é uma boa companhia pra si mesmo, é criativo, inteligente e completa seu tempo. É um caso comum.” 
Na avaliação do estudioso, a maioria se beneficia do relacionamento como uma vacina contra doenças físicas e psicológicas. “A pessoa usa o companheiro para se abrir e este relacionamento, na maior parte dos casos, ajuda no equilíbrio físico e mental, essenciais para atingir a felicidade.” 

FOBIA SOCIAL
A solidão só passa a ser preocupante quanto uma pessoa não consegue manter relações sociais. Segundo o terapeuta, há quem vive sozinho porque não sabe lidar com gente. “É o caso de quem se sente acuado perto de pessoas e não tem bom comportamento. Não sabe agir, não emite opinião e é submissa.” 
Pessoas que sofrem de fobia social são radicais e infelizes. Ailton Amélio assegura que quem vive só e não se relaciona com ninguém afetivamente, não é feliz. “Quem tem este quadro pode desenvolver sérios problemas de saúde. Neste caso, é preciso procurar tratamento de um especialista”, orienta.

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/sim--%C3%A9-poss%C3%ADvel-viver-feliz-sozinho-211716936.html;_ylt=AwrHgEowGcpQOTIA7wAqx11H;_ylu=X3oDMTUyZnVpa2xjBG1pdANDeFMgTGlmZW9mUGkgTGlzdCBNaXhlZExpc3QgUmVsYXRlZEFydGljbGUEcGtnAzE4M2YzMmZjLTA0ODktMzgxNy05OWJmLTM4YmJmM2E5NjJlNQRwb3MDMQRzZWMDTWVkaWFCTGlzdE1peGVkTFBDQVRlbXAEdmVyAzY0N2Q2YmEyLTNmOWUtMTFlMi1iMjk5LWRhYjAxOWRhODI1Mw--;_ylg=X3oDMTM5bmsyZWxlBGludGwDYnIEbGFuZwNwdC1icgRwc3RhaWQDMzU4Y2NmY2EtMjhmYi0zNjMwLTkwNDEtYjkzNmU1ZjRjMjAyBHBzdGNhdANpbsOtY2lvfGNhbWluaG9zZGF2aWRhBHB0A3N0b3J5cGFnZQ--;_ylv=3

5 comentários:

  1. Eu confesso que adoro ficar sozinha e me sinto muito bem comigo mesma! Há algumas semanas a minha mãe falou que apesar de sua idade esta é a melhor fase de sua vida, o meu pai era bem chatinho e não gostava de se relacionar com pessoas fora de nossa família e agora minha mãe está cheia de amizades e compromissos, viajando (agora vai fazer um cruzeiro!) e curtindo a vida e isso só foi possível depois da morte do meu pai. Eu fico feliz por ela. Apesar de gostar de ficar sozinha não sei se eu poderia viver sozinha...
    Beijos
    Laís

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  2. Essas imposições são muito chatas mesmo. Sem contar os comentários depreciativos para a mulher que escolhe ficar sozinha. Ela é sempre a mal amada Como se não exitissem pessoas casadas infelizes.
    E as casadas que não querem filhos são quase massacradas. Tantas regras e imposições, quando o que importa é a felicidade, é se sentir bem e em paz. Cada um sabe o que é melhor para si.
    Seja feliz do seu jeito e com você mesmo, e isso já é um grande feito.
    beijos

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  3. Concordei com o teu e com o texto alheio também.
    É muito bom ter amigos, poder receber por alguns dias (mais de 24h), mas também é muito bom poder estar só, o que não significa abandonada ou "largada" como muitos dizem.
    Bjns
    Beth

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  4. Confesso que também adoro uma solidãozinha básica! Quer dizer, acompanhada de gatos, claro! Acho muito irritante estar no meio de um monte de gente, com todo mundo falando. Sei que é mais saudável a convivência com outras pessoas, mas eu me sinto mais saudável estando comigo mesmo, fazendo as coisas que gosto! Acho que cada um faz o que quer, cada um sabe o que é melhor para si, não precisa do resto do mundo para dar pitaco na sua vida (acho uó!). E não importa o que você faça, sempre vai ter um que vai fuçar e citar uma lista de regras para você fazer!

    Adorei os textos!

    Beijos!

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  5. Oi Cris,

    Concordo plenamente. Me sinto até mais "acompanhada" quando estou solteira, já que saio mais com os amigos.
    Gostei muito da postagem!

    Beijos.

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É muito bom ler outras pessoas participando aqui mas, por favor, eu também quero comentar: retirem a verificação de palavras do blogue de vocês!
Obrigada!