29 de dez. de 2021

Tudo novo, de novo!

 Daí que eu dei tchau para meus antigos céus, com gratidão.



E dei boas vindas aos novos céus, à vida que flui.



Pois me disseram para ir plantar batatas...e eu fui! Só que um bicho roeu todas 😕



Mas mesmo o solo ruim traz surpresas, como este pé de Marcela ou Macela (Achyrocline satureioides)



Ou este de Mastruço (Coronopus didymus) que eu amooo! Tinha sonhos de ter mastruço.



E várias outras florzinhas e algumas PANCs (plantas alimentícias não convencionais) que nasceram por vontade e pela colaboração dos passarinhos.



E, finalmente, "habemos gatil"!



As gatas já podem curtir um espaço maior, ventinho, liberdade para as correrias!



Na parte da frente (jardim), estou fazendo fileiras de cactáceas. Aqui uma de ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), perto da cerquinha branca, e outra de cacto pera (Opuntia brasliensis). Provavelmente serei a Bruxa da 85, mas como é uma alameda, com casas bem de frente uma para a outra, eu prefiro mais privacidade e as crianças e adolescentes NÃO pisando no meu jardim. Então a solução foi concentrar tudo que tem espinhos ali.


Nova casa, nova cidade, nova(s): descobertas, oportunidades, perspectivas, disposições, rumos...assim é a vida.


Entre pontos positivos e negativos, a gente vai se equilibrando e aprendendo. Apesar dos perrengues, a vida é boa!

24 de dez. de 2021

Então é Natal, o que você fez?

FIZ O QUE PUDE! Não me cobrem! hehehe

Né, gente? Quem está aqui para contar a história, fez o que pode, do jeito que sabia.

Cada um faz o seu melhor, ou deveria fazer, assim a gente pode dizer mesmo "fiz o que pude" e descansar a consciência.

Nesta onda de alta performance; alta produtividade; seja o mais mais; trabalhe fora, cuide da casa, esteja bonita/magra/sempre jovem/feliz...a gente se perde. Vamos ser mais pé na terra, pé no chão, realistas e sermos gratos por estarmos aqui, com suas coisinhas, de buchinho cheio, em harmonia e tranquilidade. Tendo saúde, paz de espírito, um dindim para as necessidades básicas e uns luxinhos de vez em quando tá bom demais. O resto a gente constrói, vai atrás.

Ninguém nasceu para preencher expectativa dos outros. Vamos exercitar o contentamento e copiarmos menos as modas dos outros (pessoas, países). Vamos ser mais genuínos e manifestar o nosso ser original. 

Supostamente, o Natal é uma data combinada para lembrarmos do nascimento de um iluminado que também ficou conhecido como o príncipe da paz, já não está na hora de vivermos o que ele pregou?

Paz e bem a vocês!

🙏

6 de nov. de 2021

A vida é mudança

 Fotos da casa depois de quase toda a reforma pronta e algumas reflexões.

Tentei carregar na ordem que eu queria, mas o blogger está ficando bem nada amigável. Talvez por isso eu tenha escrito cada vez menos, não sei.

Quintal, futura horta agroflorestal, jardim perfumado

Não vai ser exatamente uma mudança planejada ou muito desejada. Foi uma série de eventos que me levou a me mudar justo agora. Com tantas andanças, pra lá e pra cá, já sei que um lugar é apenas um lugar. Moramos em nós mesmos. 

Quintal, parte de trás da casa (ainda sem as grades do gatil)

Não que eu não goste da casa ou do lugar para onde vou. Apenas já adquiri a maturidade para saber que os lugares, em si, não são tão importantes. Levamos o nosso jeito para onde quer que vamos. Todos os lugares são transitórios, assim como a vida.

Uma coisa que eu queria é ter uma vista. Por isso não ergui muro na parte de trás do terreno. Assim, mesmo no quintal, se eu quiser, sento, tomo um mate e olho o resistente Morro Santana.

Desde antes da pandemia, eu já andava nas minhas contínuas metamorfoses. Era época de organizar minha vida, minha mente, minhas coisas materiais também. Descobri muitas coisas a meu respeito neste tempo, passei tantas outras e "metamorfoseei". Talvez a casa seja apenas um detalhe que o Cosmos colocou como parte de meu caminho. Já terei uma terrinha, tão sonhada durante estes anos, sinto como se fosse uma base, um trampolim, para outras coisas que só posso deixar para o terreno da imaginação, por enquanto.

Aqui é a área e vai ser boa parte do gatil. Espero que as gatas curtam! Esta vai ser a visão do escritório (que chique hahaha)

A vida é uma aventura e a gente nunca sabe onde vai parar e como. Meus planos são sempre flexíveis para que eu não me decepcione ou não tenha o "jogo de cintura" suficiente para encarar o que vier. Pelos meus cálculos, daqui a poucos anos conseguirei a aposentadoria. O que, em nosso país, é um feito. Meu espírito está entre a eremita e a andarilha (no sentido de me deslocar, viajar). Nem quero nublar muito a minha mente sobre o que farei, talvez seja as duas. Vou fluindo até lá, suavemente pavimentando minha existência. 

Ao vivo se vê bem a paisagem ao fundo, a cidade de Viamão (RS)

O que vai me prender mais são as gatas. Não digo isto com problema. Na minha visão, são parceiras de vida e enquanto estivermos todas por aqui, eu cuidarei delas porque elas me fazem bem. Se elas se forem antes de mim, aí talvez a andarilha que existe em mim saia por aí, enquanto eu tiver saúde. Não sei, são planos frouxos, estou na fase de exercitar o aceitar e me adaptar com suavidade.

Interessante como uma habitação reflete nossa mente. Habitamos em nosso corpo. Uma casa vazia e cheia de possibilidades, aberta à reforma e aos toques pessoais. Isto leva a refletir. Ando assim, puro pensamento.

12 de out. de 2021

Notícias da casa (fico devendo fotos)

Estava num vou-não-vou para a casa e, depois das cirurgias, decidi ir. Foi o pontapé final. Minha irmã teve que ficar subindo e descendo as escadarias do prédio e, eu mesma, fiquei meio ilhada por causa das escadas. Resumindo: comecei a reforma.

A primeira fase, além de um calvário para ligar luz e água (pasmem), foi com o pedreiro. Coisas básicas, porque quero o simples do simples. A área não tinha telheiro e coloquei telha transparente, afinal, se chove as roupas têm que ter lugar abrigado, né?

Nos fundos coloquei um caminho de laje para poder trabalhar. Não fiz muro nos fundos, deixei tela e levantei com uma outra tela sobreposta que tinha. Ficou arejado e com visibilidade para o município vizinho (Viamão). Vou poder sentar, tomar chimarrão, trabalhar, com um pouco de paisagem.

Na parte de trás da casa, fiz como se fosse um puxadinho, mas aberto, onde vai ser o cátio, gátio, gatil (pátio das gatas). Falta colocar as grades, assim elas vão ter visual para o quintal e também vai ser arejado. Com o tempo, quero colocar umas prateleiras para elas subirem.

Então o que falta são as grades, para as gatas, e o piso.  

Amanhã vou lá, para orçamento das telas das janelas (como se dizia antigamente "lá vai barão!") e aproveito para tirar umas fotinhos de como está ficando. Estou com as mãos que são uns leques para plantar.

Na falta de fotos da casa, seguem imagens dos céus de 2021, enquanto estou neste apto:







28 de ago. de 2021

Falta de concentração, decisões e perrengues

Minha dificuldade de me concentrar continua, talvez por isto e também dificuldade de escrever nos blogs. Ando reservando as gotinhas para o trabalho, afinal, dali que vem o pão. Ah! E ando me perdendo no tempo. Comecei a procurar agendas...para 2021! Sim, depois que me toquei que ano que vem vai ser 2022.

...

Boas coisas é que ando tomando decisões, especialmente quanto ao trabalho. Tomando decisões e colocando em prática é preciso dizer. Sou professora, ou melhor, estou professora. Atuei como intérprete de Libras (língua de sinais brasileira) um bom tempo e foi o que mais gostei de fazer. Gosto de ser professora, mas nem tanto. Na verdade o desânimo dos alunos atualmente deixa a gente meio sem estímulo. Quando aparece alguém interessando me dá energia, mas é um que outro. E exatamente nisso que decidi atuar. Primeiro pensar sobre o que estou fazendo e o que é o que mais me motiva. Atuo em 3 frentes: ensino, pesquisa e extensão. ADORO a pesquisa, aprendi a lidar com a extensão e não detesto ensinar. Coloquei prioridades. 

Quanto ao meu relacionamento com os alunos, sempre fui aquele tipo de professora que vai atrás, que mandava mensagens de incentivo etc. Penso que eu não estava deixando os alunos lidarem com a vida adulta, a vida em que a gente tem que correr atrás, se desacomodar, procurar. Agora, dou as diretivas e me coloco à disposição, como sempre estive. Quem quiser e me procurar, eu atendo com toda a atenção. Quem não quiser...bem vindos às consequências da vida adulta.

Pode parecer meio frio e até cruel, mas faz parte do crescimento de todos os seres. Aprender a ser sozinho, a fazer por si. Desmamar. Engatinhar, andar, cair, andar e cair de novo. Uma criança carregada no colo durante toda a vida não vai aprender a andar. Além disso, passei a me dar mais valor e importância. Ainda mais quando vi que as instituições, no máximo, estão se importando com a saúde mental de alunos, não com professores.

...

E, para coroar, fiquei doente*, fiz duas cirurgias e nada mais gritante do que um abalo na saúde para a gente se voltar a si mesmo, se cuidar, colocar tudo em perspectiva. Filosofia de emergência de avião: coloque sua máscara, respire normalmente (se puder, naquela situação) e, só então, poderá ajudar aos outros. O que a gente faz na vida? Sai colocando máscaras para todo mundo respirar, enquanto nós estamos sem ar, descomprimindo. PAREI!

O que eu quero? O que me move? O que me dá ganas? Os sonhos antigos ainda estão valendo ou tenho que desapegar até deles e sonhar novos sonhos? O que quero fazer com a vida que tenho?

Sempre tive momentos seguidos de mudança. Este está sendo bem interessante.

E vocês, o que anda mudando em vocês nestes tempos tão surreais?

* Estou bem, me recuperando, foi tudo nos conformes.

7 de mar. de 2021

Reflexões da pandemia 5

 Dia 16 de março vai fazer 1 ano em que as restrições devido à pandemia começaram a ser adotadas aqui no estado (Rio Grande do Sul). Eram 5 casos na cidade.

Confesso que eu não achava que chegaríamos até agora com esta gravidade e números de infectados. Pensei que, no máximo, no final do ano passado as coisas já fossem ir se acalmando. Tivemos um período de esperança quando as internações começaram a cair e ficamos semanas assim, em decréscimo. Bem...aqui estamos.

Eu me cuidei. Acho que  única coisa em que estou falha é quanto ao exercício físico, mea culpa, mea máxima culpa! De resto, cozinhei coisas bem saudáveis (eu, cozinhando regularmente!), tomei sol medicinal sempre que possível (deficiência de vitamina D), fiz a maioria dos exames de rotina, só saí quando necessário (até me ensaiei em caminhadas, na fase de decréscimo, pensei que era uma retomada, ingênua eu...), uso máscara, já não gostava de gente desconhecida muito próxima e me tocando, agora então!

Sou forte, mas não sou duas. Aguentei bem até há pouco. Especialmente na última semana, senti o peso chegar. Começou depois que a fase de decréscimo dos casos virou. Primeiro um cansaço. Depois falta de concentração. Semana passada até fiz minhas obrigações, mas me arrastando. Fiz cursos sobre saúde mental discente (alunos), docente (professores) e geral, mas a maioria ficou muito na teoria, sabem? Eu queria mais dicas práticas de como lidar melhor com a situação e não, quando eu pergunto sobre a saúde docente, respostas do tipo: "ah, procurem o departamento de saúde que vai encaminhar vocês, já que nós não atendemos". Aham. Sei. "Maravilha". Ou aquelas respostas prontas: mantenham-se positivos, se alimentem bem, façam exercício...Estou fazendo tudo isso eeeee?

Ando dormindo mal, logo eu que sempre me gabei de dormir divinamente. A semana passada foi o auge. De acordar 2h30 e não conseguir dormir mais. Na verdade, o que perturba, e tenho que trabalhar isso, são as pessoas que jogam contra. Desde as autoridades que deveriam estar de mangas arregaçadas até os vizinhos do condomínio que não estão nem aí e saem sem máscara bufando na cara das pessoas. Cansa. Isso cansa! Hoje, dormi, mas acordei às 3h com muito barulho. Parecia um racha de motocicletas na rua, mais um vozerio que parecia uma festa. Revirei os olhos, respirei e, graças, consegui voltar a dormir.

E vamos que vamos, pois a lição é paciência em doses cavalares.


O mundo é fabuloso, o ser humano é que não é legal.

Ed Motta