12 de ago de 2012

Homenagem ao Pai "Popeye"

Meu pai era marítimo. Marítimo, não marinheiro. Fui criada com a terminologia da Marinha...mercante. Toda a família do pai era de marítimos e, nesse meio, marinheiro é aquele que faz os trabalhos mais pesados, limpa o convés, etc. Já marítimo designa toda a categoria.
O pai adorava o Popeye, nem precisa falar porque né? Nestes últimos dias tem me batido uma saudade imensa de meus pais. Gostaria que eles compartilhassem e vissem como está a minha vida, queria passear com eles, etc. Não era absolutamente perfeitos, mas estavam ao meu lado, torciam por mim, eram a minha retaguarda, eu podia contar com eles, não precisava nem pedir. Depois que os pais morrem a gente pode contar com muito pouca gente ou, quase, ninguém. Pelo menos, esta é a minha experiência.

http://youtu.be/e3J1y9z7Ib0
Um agradecimento enorme aos meus pais e que, se fosse possível, esta gratidão chegasse na forma de bençãos para eles. Dentro de nossas limitações humanas, eles fizeram o que podiam e sou muito grata por isso. Pena que na nossa cultura pouco respeito, em vida, e honra, na morte, se dá aos nossos antepassados. Bem fazem outros povos que prezam seus antecessores.
http://1.bp.blogspot.com/-tDgmJ3jqJ8A/T8vOCbj273I/AAAAAAAAA3k/3QTHMwAEqq0/s1600/altar-tibetano.jpg

2 comentários:

  1. Grandes verdades,Cris! Pais são para sempre referências e portos seguros estejam vivos ou não!

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  2. O meu filho vai prestar concurso para a Marinha e está empolgadíssimo, ele diz que gostaria de embarcar e trabalhar em alto-mar. Eu fico feliz porque ele adora estudar e trabalhar e isso é extremamente importante mas me conformo que ele nunca vai morar perto de mim. Já prestou concurso até para trabalhar em Brasília! Ele faz Eng. Cartográfica. O meu marido sempre diz que o nosso filho é a pessoa mais parecida com meu pai, ele foi um homem muito inteligente e entusiasmado com o conhecimento, desde pequena ele me fazia ler muito e até hoje eu não vivo sem um livro na bolsa. O meu pai vai ser sempre meu ídolo, ele não era perfeito (era meio nervosinho) mas sempre fez tudo pelos filhos.
    Beijos
    Laís

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