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29 de fev. de 2016

Formigas...socorro!!!

Alguém tem alguma dica contra formigas caseiras?
Quando eu me mudei eu já sabia que o apartamento tinha formigas, mas neste verão elas abusaram! Dizem que o problema é a areia que usaram na construção e que, depois, não sai mais. Estou tentando de tudo, álcool (as formigas estão ficando bêbadas e pedindo uma rodela de limão), pó de café (só faltam duas colheres de açúcar), repelente (elas agradecem pela proteção contra a zika, dengue e chikunguya), talco, óleo de citronela...só falta um exorcista. 
São formigas bem pequenas, minúsculas, e o que mais me preocupa são os potes das gatas e a invasão delas em outros lugares.
Ia comprar potes especiais, que têm uma borda onde a gente pode colocar água, mas os tempos andam bicudos e improvisei.

Troco a água todos os dias

Deu certo, melhorou muito e diminuiu o ataque das formigas chatas
Só uma pessoa estranhou e, gostando de água como ela, já fez bagunça e separou um prato do outro...argh!

Estou desesperada com estas formigas. Alguém tem alguma dica matadora para me livrar delas ou, ao menos, diminuir bastante a invasão???

4 de out. de 2015

EXTRA! EXTRA! EXTRA!!! Klaus adotado!

Hoje ia fazer a tradicional postagem:
  1. Dia de Francisco de Assis.
  2. Minha mãe, se viva, completaria 83 anos de idade.
  3. Aniversário da Clara Francesca, 5 aninhos.
No entanto, passei quase 2 semanas conversando com uma moça que estava interessada em adotar o Klaus (história do Klaus, clique aqui). Entre e-mails e, recentemente, sms e ligação conseguimos marcar hoje pela manhã, único horário que teriam mais livre para irem na casa onde o Klaus estava de lar temporário.
Com a graça divina, logo que o casal entrou, o Klaus se lançou no colo do rapaz. Incrível, a ligação foi imediata! Uma pena que não consegui entregar de banho tomado e ele está na época de troca de pelo, imaginem!
Agora é agradecer, agradecer e agradecer e torcer para que a adaptação ocorra bem tranquila. O Klaus é um bom cachorro, no começo o problema maior é que o coitado, de uma hora para outra, estará em outra casa, com outras pessoas, mas ele tem uma índole muito do bem e merece um lar igual a ele: amoroso. O casal parece, também, ser super do bem e, mais adiante vou visitar para ver como vão as coisas.
Obrigada a todos que mandaram vibrações positivas, a quem divulgou e a quem torceu.

Clara Francesca: hoje é meu níver, lá vai ela escrever sobre isto. Todos os anos é a mesma coisa...

Clara Francesca: hã?! Klaus? Quem é Klaus? Não vi nenhum cachorro por aqui, será que vem no meu aniversário? Xi...



5 de set. de 2015

Amizade interespécies (o bode e o burro)

Uma das coisas que sou interessada é em Etologia, o estudo do comportamento. E a amizade entre espécies me fascina. Achei esta história entre o bode o burro muito emocionante. A mudança de comportamento do bode é imediata e sinaliza as profundas e marcantes emoções que nossos irmãos animais sentem. Lembro de uma cachorrinha que tivemos, a Carranca, que quando fomos viajar uma semana e ela ficou na casa de nossa tia, não comeu a semana inteira!


28 de jul. de 2015

Olho no olho

Soube, hoje, do assassinato do leão Cecil, no Zimbabwe, por um monstro (que estas criaturas só têm corpo humano, mas não o são). O que me convence de que não pertenço a este planeta, pois não me entra na cabeça que alguém olhe nos olhos de uma outra criatura e a mate por prazer.
Oro para que a justiça divina se faça o mais rapidamente possível (e já está acontecendo: o consultório do assassino fechou, ele está se escondendo etc.)
...
Mais vida, por favor! 


21 de jun. de 2015

As vacas e o trombone

Tem vídeos que são sensacionais e ficam na memória da gente. Este é um!



One of the most wonderfully bizarre things we've seen! Cows come running to hear farmer play Lorde’s ‘Royals’ on trombone. #PaulandWoody
Posted by Sea FM Hobart on Segunda, 4 de agosto de 2014

3 de mai. de 2015

Nos futuros céus do sítio

Muita coisa tem acontecido nos últimos dias. Coisas boas (finalmente a transferência de trabalho para Porto Alegre) e coisas trabalhosas (reforma de última hora em uma parede da cozinha que abaulou e ameaçava cair, deixando pó e poeira por toda a casa). Assim é a vida, eterna mudança, sempre dinâmica, impermanente e em fluxo contínuo.
Falando em fluxo, compartilho uma bela imagem de pássaros que, sonho, sobrevoem o futuro sítio...breve.
E pergunto: para quê sobrenatural, para quê efeitos especiais, se temos na NATUREZA, fenômenos tão maravilhosos quanto este? 



Nesta era de cabeças baixas, grudadas em smartphones, quem sabe uma atenção aos milagres diários não eleva a nossa espécie?
Uma ótima semana com esta inspiração a todos!

4 de abr. de 2015

Atualizando: Klaus

Em um ataque de loucura (só pode ser), inspirei, orei e fui atrás do Klaus, com uma coleira improvisada em uma mão (uma alça de bolsa) e uns grãos de ração na outra.
Esperei o povo que fica na pracinha da frente sair, pois 22h todo mundo se recolhe (o silêncio, à noite, é respeitado aqui) e fui andar pelo condomínio, como quem quer pegar um ar.
Um probleminha é que, supostamente, não é para alimentar cachorros que abandonam aqui, mas como sou moradora nova, posso me fazer de boba, né?
Klaus já não estava na pracinha, ele seguiu umas meninas. Realmente ele deve ter sido de uma família que tinha crianças ou jovem e mulheres. Um pouco adiante encontrei e tentei fazer com que ele fosse comendo os grãos de ração e me seguindo. Coitado, está bastante assustando, me seguiu de volta à pracinha, mas não passou dali. Quando encontrou o banco onde as moças que ele estava seguindo sentaram, farejou e foi atrás do rastro. 
Eu, de coleira-alça-de-bolsa na mão, olhei umas duas vezes para trás, para ver se ele me seguia, mas nada.
A sensação foi quase a mesma de quando eu ia doar a Benta pequeninha. Uma mistura de alívio com muita frustração e tristeza. 
Subi as escadas já de lágrimas nos olhos. Está nublando e tenho medo do que possam fazer a ele. Dói. Ao mesmo tempo, fico pensando que as coisas se encaminham para o melhor, pois sei lá como ele e as peludas iam reagir.
Será que todo mundo que gosta de animais a este ponto é coração e miolo mole assim?
Que raiva de não ter mais coragem, de não ter mais espaço, de não ter um sítio, de não ter um carro, de sei-lá-mais-o-quê!


Várias coisas misturadas, juntas e ao mesmo tempo (ou quase): um cachorro

Ando meio sem gás para escrever, apesar de pensar muito. Até já sentei e comecei a digitar alguma coisa, mas não consegui concatenar o pensamento e terminar. Então, vai assim, meio enrolado mesmo.
Em vez de começar pelo começo, começo pelo que hoje está me afligindo: um cachorro.
Notei, esta semana, que um cachorro branco andava na frente do condomínio. Olhava as pessoas, parecendo que estava procurando alguém. Minha teoria é de que foi abandonado em alguma mudança. Moro em um conjunto residencial popular e todas as semanas tem alguém partindo ou chegando.
O cachorro em questão, que vou chamar de Klaus, até seguiu um homem com uma menininha. Suponho que era de uma família onde havia criança(s).
Pois o Klaus, meio medroso, andou, andou na frente do condomínio e eu já estava para comprar uma coleira, nem sei bem para quê, quando alguém o deixou entrar. Está vagueando entre os prédios, dei comida, mas estou com o coração na mão, pois os outros cachorros já estão latindo para ele e algumas pessoas já começam a dizer "sai, cachorro!". Não posso ficar com ele, moro em apartamento super pequeno e tenho as 3 gatas, mas, ao mesmo tempo, que porcaria de ser humano eu sou se o deixar aos caprichos do destino?
Fico na dúvida em abrigá-lo, até conseguir um outro lugar, mas também me bate aquela dúvida: no micro apartamento, será que ele não vai fazer algum mal para as peludas?
Se fosse dia de semana ainda conseguiria uma saída melhor, mas no sábado à noite...
Ai, gente, que dilema!!!!!

23 de out. de 2014

Gatinho, gatinho! Olha uma caixa para ti


Divertida a brincadeira com as caixas, mas pena saber que estas belas criaturas têm que ficar encarceradas nestes espaços minúsculos para ficarem a salvo de...nós, estúpida espécie humana.

28 de dez. de 2013

Benta e a implicância com minha abaya

Postagem originalmente publicada em 10/10/2011.
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Adoro roupa árabe e hindu mas são bem esvoaçantes, né?
Ano passado a Benta era pequena e ainda não tinha atinado para os panos "flanando" quando eu caminho, mas, este ano, é diversão pura e só rezo para ela não rasgar minhas roupas.
No vídeo, eu não estava provocando, pelo contrário, estava tentando livrar a barra de minha túnica. A Benta morde e quer carregar pra cima do sofá ou pra algum canto.
É uma figura! Minha ratinha, morceguinha, hiperativa amada!

27 de dez. de 2013

Crônicas da Clara Francesca: a família aumentou

Postagem originalmente publicada em 20/03/2011. Revista e ampliada.
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Para fazer companhia para as estripulias da Benta, que aterroriza a pobre da Mel, decidi adotar mais um gato. Inicialmente tinha me apaixonado por um gatinho cego que tinha visto na Internet. Só que a suposta "protetora" simplesmente sumiu e quando reapareceu disse que o gatinho "não estava mais com ela". Nem vou comentar para não estragar a postagem, tá? Mas leiam os meus pensamentos: *&^$@*$%^@!
Depois me veio uma nostalgia de minha primeira gatinha, a Mimi, uma gatinha branquinha e decidi adotar um gato branco. Vi que a Marília tinha resgatado uma gata branquinha, em Porto Alegre, e me candidatei. Pela dificuldade de transporte e enviar a gatinha até Santa Maria a adoção não rolou.
Também vi um gato branco, em uma das minhas caminhadas, em Silveira Martins, no prédio que estava sendo reformado da Pousada Pinton, mas como eu não tenho carro, também ficou difícil.
Logo em seguida vi na Lista Gatos que a Míriam Mundis tinha resgatado um trio de irmãos e um deles era uma gatinha branca. Levantei a mão. Depois de várias tratativas, a Míriam, que é veterinária, trouxe a Elena (na época) de ônibus de Porto Alegre a Santa Maria. 4h de bus...mas disse que a gatinha veio dormindo a maior parte do tempo.
Chegou e já entrou como se conhecesse o apto desde sempre. Já foi brincando com uma rolha de cortiça sob os olhares desconfiadíssimos da Mel e da Benta.

Míriam ajudando na adaptação

Benta com cara de: xi, que coisa desbotada, descolorida e alvejada é essa?

Clara Francesca, ex-Elena, nem aí

Primeira interação entre a Benta e a Clara. Até hoje não são exatamente as melhores amigas

De vez em quando até acontece uma brincadeira, entre as duas, mas logo vira estranhamento

Primeiro dia da Clara Francesca comigo e eu toda feliz
Achei a Clara Francesca grande, ela veio com 6 meses, a mesma idade (aproximada) que adotei a Mel. Tinha me acostumado tanto com a pequenez da Benta que achei a Clara ENOOORME!

Seja bem vinda ao clã!
Segundo a Míriam, a data provável de nascimento foi 4 de outubro. Dia que era do aniversário da minha mãe e dia de Francisco de Assis. Ganhou o nome Clara por ser branca e por lembrar Clara de Assis, parceira da fé de Francisco e daí o seu segundo nome, Francesca. Foi encontrada em um contêiner de lixo, junto com os outros irmãos, pela Míriam. Estranho mundo onde a vida de humanos e não-humanos é posta no lixo...
Bem, o que interessa é que a vida venceu e a família aumentou.

26 de dez. de 2013

Crônicas da Mel: há muito tempo trás...

Postagem originalmente publicada em 08/11/2010.
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A Mel, Melita, está a quase 8 anos comigo. Eu ainda morava em POA, em uma casa, e já tinha tido muitos gatos e cachorros, mas nenhum exclusivamente sob minha guarda. Todos eram "da família, da casa". Eu estava em um fase carente, mas não de receber e sim carente de dar amor e cuidado. Meu pensamento era que eu queria e precisava cuidar de alguém. Resolvi adotar um gato, macho de início. Entrei em contato com o pessoal do Bicho de Rua e me ligaram, tinham era uma gatinha, jogada no terreno de uma veterinária na zona sul. Concordei em olhar o bichinho e uma das pessoas que trabalham na organização foi até em casa, de noite. Fui apresentada à gatinha de olhos mais lindos do mundo: pura cor-de-mel. Não tive dúvidas: adotei. Ganhei uma castração a baixo custo quando ela ficasse maiorzinha.

Fotos digitais só atuais
 Mel nunca foi daquelas muito arteiras, que me lembre ela quebrou uma caneca (linda, por sinal) e é isso! A maior preocupação que me deu foi quando, depois de uma semana em casa, ela sumiu! Na época, eu ainda não tinha a noção de ter gatos em casa e eles perambulavam pela vizinhança. Depois de quase duas semanas...eis que ela surge como se nada tivesse acontecido. Estava sentada na porta, esperando para eu abrir. Eu que já tinha dado os potes dela tive que improvisar, ela entrou, comeu, bebeu e, depois disso, nunca mais desapareceu. Sabe-se lá o que aconteceu neste tempo...

Linda demais
De lá pra cá a coitada enfrentou: uma mudança para Floripa (primeira vez que andou de carro), a vida dentro de casa, mudança provisória para POA novamente e, finalmente, encontramos nosso chão em SM, ufa! Quando fomos para Floripa, ela começou a manifestar uma tosse e espirros. Desde lá peregrino por veterinários e cada um dá um diagnóstico diferente. A última, já aqui em SM, disse que era alergia, e acho que acertou. Deu um corticóide e a Mel passou 5 dias sem nada. Mas, como a própria vet disse, não dá pra passar a corticóide, então os sintomas voltaram. Não tenho tapetes, nem cortinas, nada que possa provocar isto. Minha suspeita é da areia do xixi, porque foi bem na época em que ela migrou do sistema solta para o de sempre dentro de casa. Já troquei de marca várias vezes, mas, até agora, ela continua assim. Dá uma agonia. É isso que me preocupa no momento. Estou tentando encontrar uma vet homeopata por aqui, mas sem sucesso.
Da Mel, resumidamente é isso, muito calma, silenciosa, na dela. Sem grandes aventuras, AH...quer dizer...talvez daquela vez em que ela quase se afogou na piscina do vizinho e eu quase escalei o muro, de vestido, para salvá-la, mas isso fica para outro capítulo.

25 de dez. de 2013

Crônicas da Benta: o banheiro

Postagem originalmente publicada em 07/11/2010.
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Achei a Benta no estacionamento de um supermercado. É bom que se diga que por "estacionamento" me refiro a uma grande área coberta, irregularmente, por britas e terra batida. Ouvi um miadinho mínimo, até pensei que não tinha ouvido direito. Tive que me esforçar para ver aquele ser minúsculo. Era uma mini mini gatinha, desidratada, careca, com os olhos infeccionados e desnutrida: o "rascunho da porta do inferno"! Não tive escolha, tive que levá-la pra casa nem que fosse só para tratar o bichinho, deixá-la ali era sentença de morte debaixo de um carro ou de inanição no forte calor de início de março. No caminho do condomínio já paramos um montão de gente, curiosos, por aquele pontinho cinza agarrado na minha blusa.

Primeira foto

Cheguei em casa e isolei a bebê no banheiro, já tenho a Mel e além de não saber se a Benta tinha alguma pereba de rua, também não podia prever a reação da Mel. Na quarentena da Benta ela: recebeu banho, um nome "MulamBENTA" (que ficou só Benta, depois), tratamento para os olhos, hidratação (não comia ainda), uma pseudo-mamadeira improvisada e uma caminha de caixa de papelão. Era uma pulga peluda, sem pêlos, era quase careca, só tinha um tufinho maior no topo da cabeça.

Primeiros dias
De madrugada miava muito...de fome! Era uma tristeza a bichinha! Mas foi se firmando, ganhando peso, a pele ficando mais hidratada, abriu os olhos que ficaram bons logo logo. Interessante é que ela, quando começou a ficar em pé, eu pegava no colo e ela olhava bem dentro dos olhos da gente. Não sei se ela via muita coisa, mas ficava assim durante um longo tempo.

Olhar hipnotizador
Também começou a negacear cedo, um mini toco de gata e já mirava meus pés como presas. Entrava no meu chinelo (croc), rolava, dava uns saltinhos, era um prenúncio do que seria mais tarde.

Pequenez e carequice...
Esta fase do banheiro foi bem difícil. Isolar as duas gatas, eu não tinha experiência nisso, madrugadas de mamadeira e, principalmente, até ali, eu não tinha intenção de ficar com a Benta. Estava em uma situação bem complexa, desempregada e em total instabilidade de vida. Mais uma gatinha bebê? Hmmm...situaçãozinha complicada e que ia ficar pior na próxima etapa: liberar a Benta do banheiro e apresentá-la à casa e à Mel...